Testemunho


“Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”


Sou membro há quatro anos da Igreja Pentecostal Monte das Oliveiras e há dez anos conhecedor da palavra de Deus.
Entrei há muitos anos no mundo das drogas. Comecei, como quase todo mundo, com a mais fraca: maconha. Depois, fui avançando para outras até chegar no crack. No total, foram 2 anos e meio usando drogas praticamente todos os dias e seis meses fumando crack de segunda a segunda, quase o dia todo. Assim que a droga fazia efeito eu já a usava novamente para continuar alucinado. Cheguei até a ficar quatro dias dormindo na rua, estava totalmente sem rumo, minha vida não tinha sentido algum.
Para sustentar meu vício me envolvi com pessoas do submerso mundo do crime, o quê, obviamente, também me levou para esse caminho. No entanto, não tenho passagem pela polícia.
Nesse período, minha mãe sempre batalhou pela minha vida. Foi em todos os lugares que se pode imaginar. Onde diziam que talvez pudesse haver alguém que ajudasse na minha libertação, lá estava ela. Acho que só não chegou a ir na macumba, porém de resto, procurou todas as religiões. Em um dia, já desesperada, ela foi até uma igreja evangélica. Naquele culto, Deus usou grandemente o pastor e disse que era para ela não se preocupar. Se ela já havia entregado a minha vida nas mãos dEle, era Ele o Rei dos reis, Senhor dos senhores, que estava à frente da situação.
Influenciado pela vida torta e por essas amizades, cometi um assalto. Foi em um estabelecimento na Vila Medeiros, zona Norte de São Paulo, SP. Mas como nada dá certo quando estamos com a vida toda errada e insistindo em deixá-la pior ainda, cometi uma falha grave no mundo do crime: roubei na “área” de um traficante, até então meu “amigo”.
Não pratiquei esse assalto sozinho, mas quando esses parceiros do delito foram indagados pelo tal traficante sobre quem havia invadido o território dele, todos me incriminaram, pois sabiam que a represália por parte do bandido seria a morte.
Assim, ele veio atrás de mim e disparou seis tiros em minha direção. Na hora, apesar de não ser conhecedor da palavra de Deus, clamei o nome de Jesus e, por Sua infinita misericórdia, Ele me livrou. Nenhuma das balas me acertou. Uma delas chegou a perfurar meu tênis, mas não me atingiu. No total, sofri três tentativas de homicídio, mas o Senhor me livrou todas as vezes.
Depois disso, surgiu a oportunidade de me tratar em um sítio evangélico que fazia um trabalho de recuperação de jovens drogados. No começo relutei, mas acabei indo quando o pastor responsável me disse que eu ficaria somente o tempo que quisesse. Que quando sentisse vontade de sair, era só avisá-lo que estaria liberado para ir embora.
Lá aprendi muito sobre a bíblia. Nós estudávamos as escrituras, orávamos, louvávamos e trabalhávamos. Aquele lugar foi uma grande lição de vida para mim. Fui quebrantado de uma maneira sobrenatural.
Ao contrário das expectativas e do que geralmente acontece com todos os outros viciados que tentam se livrar desse problema, eu não tive crise alguma de abstinência. O período de permanência no sítio era de cinco meses e eu fiquei lá durante quatro, sem vontade alguma de recorrer às drogas. Depois, por problemas familiares, antes de completar o quinto mês resolvi ir embora. Comuniquei ao pastor e ele me disse que eu ainda não estava preparado para sair. Mesmo assim, eu fui.
Pouco tempo depois de sair, encontrei novamente alguns dos antigos “amigos” e me droguei. Queria saber se eu realmente estava liberto. Até contei para minha mãe quando cheguei em casa.
Após um mês de ocorrido esse episódio, usei drogas novamente, porque apesar de tudo o que Deus já havia feito uma parte de mim ainda queria testar a libertação que Ele havia me concedido.
Ainda drogado, estava com os tais amigos em um lugar conhecido como Varjão, na Vila Sabrina, também na zona Norte. Estávamos todos sujos, sentados no chão, curtindo ainda a maldita alucinação. De repente ouvi uma voz dizendo: “Levanta e vai embora, porque aqui não é o seu lugar”. Eu levantei e contei para as pessoas que estavam lá, que o Senhor havia falado comigo. Eles riram e disseram que eu estava “chapado”.
Mesmo com a sujeira que havia no local onde eu estava e vendo os que estavam à minha volta sujos no chão, em situação deprimente, abaixei os olhos para me ver e me surpreendi ao contemplar minhas vestes limpas, totalmente diferentes às dos que me cercavam.
Ignorei os protestos para que eu não fosse embora de lá e disse que precisava ir porque Deus estava falando comigo. Aquele dia marcou a minha mudança. Daquela data em diante fui para os pés do Senhor onde permaneço até hoje. Posso dizer que das quase cem pessoas que eu conhecia naquela época e que viviam a mesma vida que eu, só restam três vivas hoje: um está preso, outro se tornou presbítero de uma igreja evangélica e o terceiro sou eu.

“Jesus Cristo mudou meu viver”

Evaldo Prado - Igreja sede